Chania

Marinheiros

Os Guias Marinheiros na Umbanda, surgem para levarem ao mar tudo que causa dor, aflição e sofrimento ajudando aqueles que os procuram. Eles auxiliam os desencarnados e os encarnados, sendo assim suas vibrações provindas do mar levam embora tudo que estagna a paz das pessoas. Presentes na Linha do Trono da Geração, os Orixás que os regem são Iemanjá e Omulú, cada qual influencia de uma maneira diferente a forma que essas entidades da Umbanda exercem seus trabalhos na vida das pessoas, podendo ser através da calunga grande ou da calunga pequena.

Um Marinheiro que se entrega à vida de Guia, procura encontrar a harmonia que não pode praticar enquanto vivo. Ele representa um tipo de pessoa que teve várias adversidades durante a vida e que a maior parte dela foi em devoção aos mares. Portanto, espere por boas vibrações, que são na maioria das vezes tranquilas e que te invadirão de paz, uma sensação de verdadeira limpeza do espírito.

Um Marinheiro que se entrega à vida de Guia, procura encontrar a harmonia que não pode praticar enquanto vivo. Ele representa um tipo de pessoa que teve várias adversidades durante a vida e que a maior parte dela foi em devoção aos mares. Portanto, espere por boas vibrações, que são na maioria das vezes tranquilas e que te invadirão de paz, uma sensação de verdadeira limpeza do espírito.

Quem é o Marinheiro? Responsável pelos Mistérios Aquáticos ele é um ser singular na Umbanda, sendo o tipo de Guia que mais trabalha a favor do Orixá regente. Essa entidade foi em sua última vida alguém que realmente trabalhava no mar, como: capitão, marinheiro, marujo, navegador, pessoa de população ribeirinha, pescador, canoeiro, pirata, entre outros.

Sua principal singularidade é a energia que utiliza para levar as pessoas à harmonia espiritual, retirando assim todo tipo de bloqueio que elas sofram, – o levando para o fundo do mar – e que as impedem de concluírem objetivos na vida e até mesmo de serem plenamente felizes.

Entenda a grandiosidade desse trabalho ao se deparar com os principais males da humanidade sendo gerados por falta de autoconfiança, autoconhecimento e amor-próprio. E isso não se trata de uma filosofia, e sim de problemas de saúde que começam a serem gerados no psicológico quando há abalos emocionais.

É importante apontar que para esse Guia chegar a exercer suas atividades, ele precisa de muito preparo pois no mar ele tem que aprender a lidar com a energia de praticamente todos os Orixás para encontrarem estabilidade, ou seja, são as forças naturais presentes naquele ambiente que devem ser respeitadas para o alcance de equilíbrio, estão dentre elas: os tufões de Iansã, as correntes marinhas de Ogum, os raios de Xangô, os bancos de areia de Omulu e a calmaria de Oxalá por exemplo.

Marinheiros de Iemanjá (que é pólo positivo e irradia energia, da calunga grande: o Oceano) levam essas boas vibrações aos seus filhos, distribuindo assim o amor da Mãe das Águas para todos aqueles que necessitam de seu amparo.

Já os Marinheiros que estão sob serventia de Omulu (que é pólo negativo, absorve energia , calunga pequena: o cemitério), trabalham na absorção da energia negativa e principalmente na travessia tranquila do espírito para o Reino dos Mortos.

É muito fácil receber um passe e aconselhamento dos Marinheiros, eles são muito acolhedores e atendem com um espírito repleto de alegria, essa sensação transborda deles e envolve completamente quem os conhecem. Suas linguagens são simples e possuem grande apego e simbologias referentes à suas vidas nos mares. É muito comum também notar Marinheiros com sotaques de outros países, pois grande número deles são pessoas que viveram na Europa por exemplo, principalmente em Portugal.

A vibração que eles trazem ao terreiro é de grande comemoração e alegria. Costumam ser muito agitados e brincalhões e têm uma característica bem interessante: assim que chegam ficam cambaleando, como se estivessem bêbados. Essa situação confunde muito as pessoas que não conhecem seus “trejeitos”, pois esse desiquilíbrio não possui relação alguma com bebida, e sim com o balanço do mar. Eles entram para o trabalho totalmente envoltos nas ondas da energia de Iemanjá e é por isso que ocorre a tontura e desiquilíbrio inicial. Para encontrar o equilíbrio necessário, o médium que fez a incorporação precisa consumir bebida alcoólica, preferencialmente a cerveja no caso dos Marinheiros. Ela ajuda a manter a sua estabilidade e principalmente, protege o corpo físico da pessoa que incorpora, já que naturalmente produzimos álcool em nosso organismo que auxilia na queima de caloria, na liberação de energia. Quando ocorre a incorporação, a entidade puxa muito álcool e para se manter saudável o médium precisa repor o que é consumido pelo seu Guia. Esses movimentos também liberam energias ondulares que por sua simples presença já começam a limpeza de tudo que é negativo no local, são das águas que a vida surge, ela é carregada de emoção e sentimentos de aconchego e motivação. Portanto, a limpeza espiritual em uma Gira de Marinheiro parte justamente das emoções das pessoas que ali estão, ela age diretamente na essência do que causa a dor e angústia.

IMPORTANTE: toda oferenda deve ser orientada por alguém responsável do Terreiro de Umbanda, cada Orixá ou Guias possuem suas peculiaridades que devem ser respeitadas e guiadas por quem os conhecem após anos de prática na religião.

• É de costume ter nas oferendas aos Marinheiros: cerveja branca, rum, frutas variadas, velas e fitas de cor branca e azul claro, além de cravos brancos e pembas;
• Os pratos principais são: abobrinhas recheadas com arroz, moqueca mista, peixe na cerveja e arroz com camarão;
• Dia dos Marinheiros: segunda-feira e sexta-feira, o seu dia comemora-se em 13 de dezembro;
• Cores dos Marinheiros: branco e azul claro.

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